sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Governo vai lançar portal para cidadão monitorar programas sociais, diz ministra

Brasília – O governo federal disponibilizará, em janeiro, um portal que vai permitir à população monitorar os programas sociais – é o mesmo instrumento usado pela presidenta Dilma Rousseff e pela Casa Civil para fiscalizar as ações. Segundo a chefe da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffmann, dos cerca de 40 programas monitorados atualmente, com mapas referenciados, três estarão no portal a partir do próximo mês: Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida e Desastres Naturais.
“Queremos esses programas disponíveis agora em janeiro porque é importante a população nos ajudar a fiscalizar e acompanhar os programas”, disse Gleisi hoje (27), durante café da manhã oferecido aos jornalistas no Palácio do Planalto. A ministra ressaltou que muitos dados estão no Portal da Transparência e no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mas nem sempre de uma forma gerencial, que permita à população ajudar na fiscalização.
O sistema disponibilizado traz um mapa do país com pontos marcados em cada município onde os programas são executados e dá uma visão geral na qual o cidadão poderá selecionar um local para mais detalhamento. Segundo Gleisi, no Programa Mais Médicos, será possível obter o número de profissionais com nome e dados de cada um, bem como do tutor responsável, além de um mapa com a localização da unidade de saúde onde eles atendem. As informações são atualizadas a cada envio de profissionais.
No Minha Casa, Minha Vida, serão disponibilizados dados de todos os empreendimentos registrados, os nomes das construtoras, a data de início e término das obras e o número de unidades. O cidadão também poderá acessar fotos das obras.
De acordo com a ministra, o sistema com dados sobre desastres naturais ainda precisa ser mais bem estruturado porque muitos dados de estados e municípios que chegam desencontrados ao sistema. Quando [o sistema] estiver pronto, será uma ferramenta importante, sobretudo para a população das áreas atingidas. Gleisi disse que será possível saber quais obras estão sendo liberadas por município, quais já têm recursos e quais municípios foram mapeados para prevenção de riscos de deslizamento e enchentes.
Atualmente, 538 municípios do país estão mapeados e com pluviômetros instalados. A meta, até o fim de 2014, é que o número ultrapasse 800. Nas duas últimas semanas, as consequências das fortes chuvas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo resultaram em mais de 40 mortes e desalojamento de milhares de pessoas. (Agência Brasil)

domingo, 22 de dezembro de 2013

São João da Ponta tem menor PIB do Pará, diz Idesp

Parauapebas, Ananindeua e Belém aparecem entre as mais ricas.
Pesquisa utilizou dados de 2011.

 


A cidade de São João da Ponta, nordeste do Pará, tem o menor Produto Interno Bruto (PIB) do estado. A informação é do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), que divulgou nesta terça-feira (17) o ranking do PIB municipal. Para chegar a  esta conclusão, o Idesp analisou dados de 2011, quando o Pará tinha apenas 143 municípios.
 
O PIB é a soma do valor de todos os bens e serviços produzidos em determinada região, servindo como parâmetro para medir a produção e riqueza locais. Em 2011, o valor totalizou R$ 88,371 bilhões no Pará. De acordo com o levantamento do Idesp, os 10 maiores PIBs do estado são de Parauapebas, Belém, Ananindeua, Marabá, Barcarena, Canaã dos Carajás, Tucuruí, Santarém, Castanhal e Oriximiná.

Parauapebas assume a primeira posição, que antes seria de Belém em 2010. "Parauapebas assume principalmente pelo próprio preço do minério de ferro, que em 2011 continuou o crescimento iniciado em 2010. Ele adiciona 12% de participação em 2 anos no PIB. Ele sai de de 9 em 2009 e chega em 22,5 em 2011. Belém fica muito próxima, com 22, 5 do PIB, mas assume a segunda posição.  Eles dois juntos assumem 45% do total de todo o produto interno bruto dos municípios em relação ao estado do Pará", afirma Maria Glaucia Pacheco Moreira, técnica do Idesp.

De acordo com o Idesp, entre as atividades que contribuiram mais a nível nacional, a extração mineral contribui muito para o Brasil. Parauapebas, Canaã dos Carajás e Oriximiná tiveram destaque neste aspecto.

"Quando a gente fala que Parauapebas assume a primeira colocação, Belém também apresenta expansão nas suas atividades. Principalmente nas atividades de serviços. Mas o crescimento do minério está superior aos demais municípios. Nacionalmente, Parauapebas assume a 14ª posição no ranking nacional per capita e Canaã dos Carajás a 20ª posição no PIB per capita nacional", explica Glaucia.
 
PIB per capita
 
Com relação ao PIB per capita, quando se divide o valor do PIB pela população estimada, os dez municípios que se destacaram foram: Parauapebas, Canaã dos Carajás, Barcarena, Tucuruí, Ourilândia do Norte, Oriximiná, Floresta do Araguaia, marabá, Xinguara e Belém.

Com o pior PIB encontra-se Curralinho, no Marajó, com PIB per capita no valor de R$ 2.462. Pelo segundo ano seguido, a cidade registra o menor índice do estado. No ranking, Curralinho é seguido por Bagre, Cachoeira do Arari, Muaná, Anajás, Terra Alta, Irituia, Melgaço, Bujaru e Gurupá.

Sobre os impactos do levantamento para a população, a técnica do Idesp afirma que isso reflete mais na questão produtiva. "Em ter mais pessoas para trabalhar nas atividades como um todo. Nos municípios pequenos, a dificuldade maior é ter essas atividades produtivas mais expressivas, dependendo muito, apenas, da administração pública do município. Se o município tem a mesma atividade economica e poucas atividades, aumenta a população e acaba tendo o PIB per capita menor", afirma Glaucia. (g1)

Idosos em Marabá recebem doações em confraternização de Natal

Lar São Vicente de Paulo sobrevive de doações.
Coordenadores do espaço afirmam que idosos precisam de carinho.

Idosos receberam donativos para o Natal (Foto: Divulgação/Agência Pará)

 

Um grupo de funcionários do Hospital Regional do Sudeste do Pará Geraldo Veloso (HRSP) se reuniu e decidiu tornar o Natal do lar São Vicente de Paulo, em Marabá, no sudeste do estado mais animado. Roupas e calçados foram entregues aos idosos em uma animada confraternização de Natal.

O espaço abriga, atualmente, 23 idosos. Para garantir a eles um atendimento adequado, é preciso contar com a colaboração das pessoas. Neste mês de dezembro, o espaço recebeu também, de outras instituições, alimentos e materiais de higiene pessoal.

Este é o terceiro ano consecutivo que o Hospital Regional de Marabá leva um pouco mais de alegria aos idosos do Lar São Vicente, que funciona na Folha 6, às margens do rio Tocantins.
Para a assistente social Arlene Pessoa da Silva Souza, do HRSP, o natal é um período que desperta a fraternidade nas pessoas. Ela afirma que ações de solidariedade podem inspirar outras entidades e empresas de Marabá a colaborarem com o lar.

Para Arlene, o que os idosos vai além de bens materiais. “A terceira idade somos nós no futuro. Precisamos nos colocar no lugar dessas pessoas. Eles precisam de uma visita, um abraço, um afago, um aperto de mão”.

De acordo com a técnica de enfermagem que coordena o Lar São Vicente de forma voluntária, Socorro Dias, estas ações tornam o final de ano mais alegre, mais leve, no abrigo. Ela ressalta, que o Lar São Vicente de Paula vive exclusivamente de ajuda da comunidade e o reflexo disso é que o atendimento acaba ficando limitado. Apenas sete voluntários trabalham no local, que poderia atender até 36 idosos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Embaixador da ONU para erradicação da hanseníase visita o Pará

Yohei Sasakawa foi em antigas colônias de portadores da doença.
Intenção é pressionar autoridades para diminuir índices de portadores.



O embaixador da Onu pela erradicação da hanseníase, Yohei Sasakawa, visitou na última quinta-feira (19) e nesta sexta (20) antigas colônias de portadores da doença no estado, em Igarapé-Miri, no nordeste do estado, e em Marituba, na Região Metropolitana de Belém (RMB). A intenção é pressionar autoridades locais para implantação de políticas voltadas para a diminuição dos índices da doença no país.
Yohei Sasakawa conheceu os principais problemas enfrentados pelas comunidades, como por exemplo, o acesso aos remédios ofertados pelo SUS, e o antedimento aos portadores nas unidades básicas dos municípios. Além disso, em econtro com o governador Simão Jatene, o embaixador pediu que medidas de prevenção à doença fossem reforçadas.
Sasakawa considera “surpreendente que o Brasil, um país com tantos avanços e que se prepara para receber eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ainda não tenha erradicado a hanseníase”.
“Hanseníase tem cura, os remédios são distribuídos de graça no sistema de saúde pública. Se conseguirmos fazer o diagnóstico antecipado, não há por que o paciente sofrer com essas sequelas”, afirmou Yohei Sasakawa.
De acordo com Arthur Custódio, coordenador nacional do Movimento pela reintegração das pessoas atingidas pela Hanseníase (MORHAN), o Brasil é o país com o maior número de portadores da doença, em termos proporcionais (em números absolutos, o país fica atrás apenas da Índia). Para o coordenador, ainda é necessário esforço governamental em todas as esferas para combater a hanseníase.
“Tudo passa pela vontade política. Enquanto isso não estiver na pauta do governo, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, não vamos acabar com doença. A erradicação tem que estar na agenda política. Se hoje o governo fizer um bom trabalho, vamos avançar muito. O impacto só será visto daqui a alguns ano. Esperamos que com a visita do embaixador, os governos aumentem a atenção com o assunto”, disse Arhtur Custódio.
O Pará é o estado com a maior incidência de hanseníase, com uma média de quase quatro mil novos casos por ano, principalmente na região sul/sudeste do estado. O governador explicou que a assistência básica em lugares mais remotos no interior do estado, por meio de caravanas, não é suficiente.
“Precisamos estimular um trabalho integrado entre as unidades da federação para combater a doença, principalmente nas áreas de fronteiras”, avaliou o governador.
O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da doença.  De acordo com o Ministério da Saúde, 33.303 novos casos de hanseníase foram identificados no país em 2012.
“Precisamos de campanhas de massa, em televisão, para conscientização sobre a doença, que ainda registra 30 mil novos casos por ano. É uma doença de população negligenciada”, disse Arthur Custódio. “No Pará, essas pessoas ainda precisam de regularização fundiária, o que já foi feito no Acre e no Rio de Janeiro. Tentamos também agora indenização para os filhos de doentes, que foram retirados dos pais e enviados para adoção”, completou. (g1.com/pará)